O link para este vídeo foi-nos indicado pela Maria Fernanda Lopes
domingo, 5 de janeiro de 2014
O BRILHO DAS CIDADES
Chegou 2014.
Todos nós o recebemos com Esperança, Alegria – assim espero – Amor, Saúde e menos euros – infelizmente.
Arregaçámos as mangas e começámos a trabalhar. Em quê? No lazer, nas visitas culturais, nas idas ao cinema, ao teatro….
Hoje foi o 1º dia de visitas deste ano. Fomos à Gulbenkian ver a exposição “O brilho das cidades -a rota do azulejo”. Porquê este título para a exposição? “Brilho” será o reflexo de culturas diferenciadas na Europa e na Ásia onde a arte do azulejo se desenvolveu.
Partindo de um núcleo de cerâmica Iznik, oriunda da Turquia que integra a colecção do museu Gulbenkian, percorre-se um grande número de países como o Irão, a Síria, o Egipto, a Tunísia, a França, a Itália, a França, a Bélgica, a Holanda, a Inglaterra, a Alemanha e Portugal. Cerca de 30 peças são azulejos portugueses.
A exposição compreende cinco núcleos temáticos que juntam obras que revelam afinidades no fabrico e uso do azulejo, apesar das diferenças de caracter social, cultural, política e religiosa:
- Origens
- Paredes que falam
- Ornatos e mensagens
- Poéticas narrativas
- O azulejo sob o signo do progresso: sécs XIX e XX.
Dentro destes núcleos encontramos módulos temáticos que abordam questões como o mito da cerâmica dourada, as conquistas da geometria, a importância da heráldica, a interligação do azulejo na arquitectura, o valor da mitologia cristã, a estilização da Natureza, a representação da utopia e do quotidiano, a importância do aparecimento da industrialização do azulejo.
Também pudemos observar diferentes técnicas de fabrico de acordo com diversas escolas e oficinas.
No final da exposição podemos deliciar-nos com obras de Cargaleiro, Viera da Silva e outros.
E foi uma visita muito agradável que nos deu um pouco mais de saber e que nos ensinou a compreender os muitos azulejos espalhados pelo nosso país- desde o séc.XV- por igrejas, conventos, palácios, paredes de prédios, estações de metro….
Texto: Maria da Glória Chagas
Fotografias retiradas da internet
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
UM NATAL DA MINHA INFÂNCIA
Não posso pensar
no Natal, sem fazer uma viagem
aos tempos da minha infância em que o Natal era bem simples, sem correrias, sem
luzes, sem confusões...
Apenas a expectativa do Nascimento do Deus Menino nos
movia olhando as estrelas que O anunciavam!
A euforia do Natal centrava-se em duas
coisas: fazer o presépio e esperar que o Menino Jesus descesse pela chaminé na
noite de Natal.
Fazer o presépio era muito divertido, combinávamos com as amigas e vizinhas, pegávamos num balde e íamos para o campo à procura de musgo, e era ver quem arranjava o mais bonito... depois construíamos o presépio. A cabana era feita com pequenos paus, pedras, bocados de cortiça e musgo. Não faltava a aldeia onde passava o rio feito com a prata dos chocolates, as ovelhas, o pastor, a fonte, a senhora com a bilha à cabeça, o anjo... e como ritual na Sagrada Família, o Menino Jesus era o último a deitar-se nas palhinha.
Fazer o presépio era muito divertido, combinávamos com as amigas e vizinhas, pegávamos num balde e íamos para o campo à procura de musgo, e era ver quem arranjava o mais bonito... depois construíamos o presépio. A cabana era feita com pequenos paus, pedras, bocados de cortiça e musgo. Não faltava a aldeia onde passava o rio feito com a prata dos chocolates, as ovelhas, o pastor, a fonte, a senhora com a bilha à cabeça, o anjo... e como ritual na Sagrada Família, o Menino Jesus era o último a deitar-se nas palhinha.
Os
três reis também lá estavam, mas só depois da noite de Natal e todos os dias andavam um bocadinho de
modo a chegarem ao Menino no dia dos
Reis Magos.
A minha família reunia-se em casa dos meus pais em redor de uma lareira que crepitava
chamas de amor e que inundava o coração
de todos, num serão em que os doces e
fritos tradicionais faziam obrigatoriamente parte da festa para delícia
de crianças e adultos.
Na manhã do Dia de Natal era a ida à chaminé para
espreitar os presentes tão desejados e
que o Menino Jesus descendo pela chaminé tinha
deixado nos nossos sapatinhos.
À tarde
após a Missa de Natal, onde beijávamos o
Menino Jesus, percorríamos as ruas da
aldeia com muita alegria, visitando todos os familiares e amigos para admiramos os presépios que eram autênticas obras de arte e ainda
para comer os tradicionais doces de Natal.
Era o verdadeiro Natal dos simples!
Texto e fotografia: Fernanda Lopes
domingo, 15 de dezembro de 2013
EXPOSIÇÃO
REUNIÃO DE TRABALHO E ALMOÇO
Atendendo à quadra que se atravessa, tendo a VCA uma reunião de trabalho agendada para o dia 11 deste mês, englobando os órgãos sociais e a equipa responsável por este blogue, foi decidido ser feita num local diferente do habitual, seria então, como foi, realizada à mesa num restaurante goês, de seu nome "Sabores de Goa".
E para que fiquem todos bem dentro do assunto, não se pode deixar de comunicar a ementa:
Entradas
1.Chamuça
Pastel de massa com carne
picada e especiarias
2.Bojés
Mistura de farinha de grão
c/ cebola (8 pedacos) frita
Pratos de carne
1.Admass
Carne de porco (entremeada
e entrecosto) cortada em bocados temperada com sal, alho, gengibre e
especiarias
2. Caril de frango
Sobremesas
1.Bebinca
Bolo goês feito com
camadas de leite de coco, farinha e gemas
2.Doce de Grão
Grão-de-bico misturado com
coco
E eis as participantes nos trabalhos e na degustação:
| Lídia Fonseca (Direcção), Soledade (Cons. Consultivo) e Beatriz Vargas (Cons. Consultivo) |
| Odete Vicente (blogue e Cons.Fiscal), Inês Pereira (Pres, da Assembleia Geral), Luísa Ferreira (Presidente da VCA) e Isabel Gualdino (Cons. Consultivo) |
| Isabel Gualdino (Cons.Consultivo) e Maria João Campos (Direcção) |
![]() |
| Graça Sena (Assembleia Geral), Maria Teresa Teixeira (blogue), Lete (Cons. Consultivo) e Luísa Ferreira (Presidente da VCA). |
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
FIM DE OUTONO EM SANTANA
E eu observando-as da
janela da minha casa, verdadeiro 1º balcão de um cinema ao ar livre.
Mais tarde - meses mais
tarde – vestidas de um verde-garrafa, não deixam apreciar o seu interior. Têm
calor, têm sede, resistem, ansiando por um ventinho que não chega.
E eu observando-as da
janela da minha casa, verdadeiro 1º balcão de um cinema ao ar livre.
Depois, começam a ficar
cansadas. As roupas ficam amareladas ou, até mesmo acastanhadas.
Chega o vento e o frio.
Começam a ficar descaídas, tentando aguentar as fustigadas da ventania. Até
parece que já não têm graça.
Aumenta o frio, desce a
temperatura. O chão do espaço onde habitam está coberto pelos restos das suas
vestes. De novo, os seus membros estão despidos.
E eu observando-as da janela da minha casa,
verdadeiro 1º balcão de um cinema ao ar livre.
É daqui que assisto ao
desenrolar das 4 estações, através de três lindas árvores que me fazem
companhia na praceta junto ao prédio onde moro.
Texto e fotografia: Maria da Glória Chagas
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
VINHAIS
OUTONO DOURADO EM VINHAIS
Vinhais é uma terra
muito bonita, mas é muito longe!
Este é um lugar comum frequentemente ouvido, quando alguém
se refere a Vinhais, a que costumo responder com outro lugar comum, que é o de
dizer que Lisboa é que é longe, porque Vinhais está mais perto do centro da
Europa do que Lisboa.
Na verdade, de Lisboa a Paris, por exemplo, são cerca de mil
e quinhentos quilómetros, enquanto que, para chegar de Vinhais à capital
francesa se têm de percorrer apenas cerca de mil. Para ir a Madrid, enquanto os habitantes de Lisboa têm
de andar quinhentos quilómetros, aos de Vinhais basta-lhes percorrer trezentos.
Como quer que seja, Vinhais, é,
de facto, uma terra muito bonita não porque seja eu a dizê-lo, já que, por lá ter nascido, sou obviamente suspeito, mas porque é essa a
opinião, diria unânime, das pessoas que visitam Vinhais e o seu concelho, situados no nordeste
transmontano, ou terra fria, como também lhe chamamos.
A maior parte do concelho está
abrangida pelo Parque Natural de Montezinho, tratando-se, assim, de uma zona
com paisagem protegida, a coberto, em grande parte, de alguns desmandos a que os seres humanos
são, por vezes, muito atreitos.
Não foi por acaso, aliás, que nos
primeiros do século passado, Francisco Manuel Alves, o abade de Baçal, autor de uma obra notável,
intitulada Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, escrita em onze volumes, apelidou Vinhais de Sintra
transmontana.
Não espere o visitante encontrar
um património histórico e artístico muito significativo, outros são os encantos
desta terra, e estes são os encantos com que natureza nos distinguiu, seja ao longo dos verdejantes vales ou das terras montanhosas, algumas delas
atravessadas por rios de água tão límpida, que nas partes mais baixas
consegue ver-se o fundo.
Pergunta-se, então, qual será a
melhor altura do ano para ir a Vinhais, certo como é que esta terra não pode
deixar de ser visitada, porque se situa numa região com “paisagem a sério”,
como expressivamente disse uma vez uma amiga.
O que deve dizer-se, a esse
propósito, é que em todos os meses do ano a paisagem é linda, ainda assim
excluiria apenas o período que decorre entre Janeiro e Março, isto porque , nessa época, há
menos vegetação, as árvores estão mais despidas, e os dias são
mais pequenos.
No resto do ano, seja na
primavera, no verão, no outono, em parte do inverno, a paisagem é
deslumbrante, ora pelos seus verdes, na primavera, ora pelos seus variadíssimos
tons de amarelo e castanho no verão e no outono.
As fotografias que aqui se
mostram, e foram recentemente tiradas, pretendem ser apenas um cheirinho para
aguçar o apetite, mas nelas já pode ver-se que na paisagem predominam os
castanheiros e os carvalhos, árvores que vão mudando de cor e visual, consoante a
estação do ano em que estejamos, mas também
há os lameiros, com os seus
verdes de vários tons, tudo isto constituindo
um enorme encantamento, mesmo para os observadores mais desatentos.
Por tudo isto, é obrigatório ir a
Vinhais!!!!
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