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terça-feira, 17 de junho de 2014
SARDINHADA
Da nossa associada Fernanda Lopes recebemos este link:
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
VINHAIS
OUTONO DOURADO EM VINHAIS
Vinhais é uma terra
muito bonita, mas é muito longe!
Este é um lugar comum frequentemente ouvido, quando alguém
se refere a Vinhais, a que costumo responder com outro lugar comum, que é o de
dizer que Lisboa é que é longe, porque Vinhais está mais perto do centro da
Europa do que Lisboa.
Na verdade, de Lisboa a Paris, por exemplo, são cerca de mil
e quinhentos quilómetros, enquanto que, para chegar de Vinhais à capital
francesa se têm de percorrer apenas cerca de mil. Para ir a Madrid, enquanto os habitantes de Lisboa têm
de andar quinhentos quilómetros, aos de Vinhais basta-lhes percorrer trezentos.
Como quer que seja, Vinhais, é,
de facto, uma terra muito bonita não porque seja eu a dizê-lo, já que, por lá ter nascido, sou obviamente suspeito, mas porque é essa a
opinião, diria unânime, das pessoas que visitam Vinhais e o seu concelho, situados no nordeste
transmontano, ou terra fria, como também lhe chamamos.
A maior parte do concelho está
abrangida pelo Parque Natural de Montezinho, tratando-se, assim, de uma zona
com paisagem protegida, a coberto, em grande parte, de alguns desmandos a que os seres humanos
são, por vezes, muito atreitos.
Não foi por acaso, aliás, que nos
primeiros do século passado, Francisco Manuel Alves, o abade de Baçal, autor de uma obra notável,
intitulada Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, escrita em onze volumes, apelidou Vinhais de Sintra
transmontana.
Não espere o visitante encontrar
um património histórico e artístico muito significativo, outros são os encantos
desta terra, e estes são os encantos com que natureza nos distinguiu, seja ao longo dos verdejantes vales ou das terras montanhosas, algumas delas
atravessadas por rios de água tão límpida, que nas partes mais baixas
consegue ver-se o fundo.
Pergunta-se, então, qual será a
melhor altura do ano para ir a Vinhais, certo como é que esta terra não pode
deixar de ser visitada, porque se situa numa região com “paisagem a sério”,
como expressivamente disse uma vez uma amiga.
O que deve dizer-se, a esse
propósito, é que em todos os meses do ano a paisagem é linda, ainda assim
excluiria apenas o período que decorre entre Janeiro e Março, isto porque , nessa época, há
menos vegetação, as árvores estão mais despidas, e os dias são
mais pequenos.
No resto do ano, seja na
primavera, no verão, no outono, em parte do inverno, a paisagem é
deslumbrante, ora pelos seus verdes, na primavera, ora pelos seus variadíssimos
tons de amarelo e castanho no verão e no outono.
As fotografias que aqui se
mostram, e foram recentemente tiradas, pretendem ser apenas um cheirinho para
aguçar o apetite, mas nelas já pode ver-se que na paisagem predominam os
castanheiros e os carvalhos, árvores que vão mudando de cor e visual, consoante a
estação do ano em que estejamos, mas também
há os lameiros, com os seus
verdes de vários tons, tudo isto constituindo
um enorme encantamento, mesmo para os observadores mais desatentos.
Por tudo isto, é obrigatório ir a
Vinhais!!!!
terça-feira, 22 de outubro de 2013
SESIMBRA
TRADIÇÕES
DE SESIMBRA
O concelho de
Sesimbra tem como santo padroeiro o Senhor Jesus das Chagas. Santo da devoção dos
pescadores a Ele recorrem nos momentos mais difíceis e a Ele correm a agradecer
as bênçãos enviadas.
Em Portugal
podemos encontrar três imagens iguais ou bastante semelhantes e, todas elas
apareceram nas praias: Senhor Jesus das Chagas em Sesimbra; Senhor da Cruz em
Barcelos e Senhor Bom Jesus de Fão em Esposende.
Em todas
estas localidades as festas em honra de Jesus realizam-se a 3/4 de Maio.
Coincidência ou não, o dia 3 de Maio é, no calendário litúrgico, o dia da festa
da Invenção da Santa Cruz. Quando
quiserem contar-vos-ei a história deste dia.
Em Sesimbra
a imagem de Jesus está rodeada de lendas e histórias cuja base verídica assenta
na retirada das imagens das igrejas inglesas quando da revolta protestante.
Todas as imagens foram atiradas ao mar e, com a força das correntes uma veio
parar à praia de Sesimbra.
A primeira
procissão ao Sr. Jesus das Chagas data do último quartel do séc. XVIII e saiu
da igreja da Misericórdia para a igreja Matriz. No dia 4 de Maio de cada ano, o
andor do Senhor sai da Igreja Matriz, todo envolto em flores, acompanhado por
uma longa ala de pescadores com opas vermelhas, percorre a Vila, abençoa os
barcos (os que restam) no mar, abençoa os camponeses - virando-se para o campo
– e regressa à igreja da Misericórdia, onde permanece todo o ano.
Maria
Glória Chagas
VILA FLOR
Vila-Flor é sem dúvida um destino obrigatório no Nordeste Transmontano, e este texto não terá o mínimo de objetividade, rigor ou independência, pois tudo na minha terra é bom.
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| Arco de D .Dinis |
Conta a lenda que D. Dinis aquando da sua passagem por este burgo, até então denominado “Povoa de Além-Sabor” terá ficado de tal modo encantado com a beleza da paisagem, que em 1286 carinhosamente a rebatizou de "Vila Flor".
Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer em seu redor, em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos, restando apenas o Arco de D. Dinis, que é monumento de interesse público.
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| Pelourinho de Freixiel |
Os hotéis,
as Casas de Agro Turismo e Turismo Rural, as pensões mais modestas, passando
pelos restaurantes com os pratos mais ou menos elaborados, os cafés, as ruas,
as pessoas, a paisagem, o campo, aqui tudo é bom E, com toda a certeza, todos
serão muito bem recebidos.
A oferta
hoteleira ainda não é variada, mas é acessível a todas as carteiras. No
entanto, são de recomendar algumas Casas de Agro Turismo e Turismo Rural, que
proporcionam programas como piqueniques no campo, provas de vinho, passeios
equestres, participação nas fainas agrícolas entre outras.
Existe
também uma variada oferta cultural: o Complexo Turístico do Peneireiro, a Fonte
Romana, o Museu Berta Cabral, a Igreja Matriz, o Arco de D Dinis e em especial
a Forca e o Pelourinho de Freixiel, sem esquecer as outras aldeias do concelho,
onde o património é de visitar, quer pelo seu valor artístico, quer pelo seu
bom estado de conservação.
| Santuário de Nossa Senhora da Assunção |
No entanto,
as 24 horas de cada dia, só serão bem passadas se se esquecerem as dietas, ou a
dita alimentação saudável, pois uma dose é, de facto uma dose e é de perder a
cabeça.
Finalmente
não se pode esquecer a qualidade dos produtos agrícolas e regionais e ainda as
artes e ofícios tradicionais que vêm fazendo parte da ruralidade da região,
integradas na pluralidade de muitas famílias, orientadas para ocupação de
tempos livres e ainda para auto-suficiência, sendo na maioria dos casos
exercida em oficinas na própria casa.
M. Fernanda Lopes
Maio de 2013
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