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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

VINHAIS

OUTONO DOURADO EM VINHAIS

Vinhais é uma terra muito bonita, mas é muito longe!

Este é um lugar comum frequentemente ouvido, quando alguém se refere a Vinhais, a que costumo responder com outro lugar comum, que é o de dizer que Lisboa é que é longe, porque Vinhais está mais perto do centro da Europa do que Lisboa.
Na verdade, de Lisboa a Paris, por exemplo, são cerca de mil e quinhentos quilómetros, enquanto que, para chegar de Vinhais à capital francesa  se têm de percorrer  apenas cerca de mil. Para ir a  Madrid, enquanto os habitantes de Lisboa têm de andar quinhentos quilómetros, aos de Vinhais basta-lhes percorrer trezentos.
Como quer que seja, Vinhais, é, de facto, uma terra muito bonita não porque seja eu a dizê-lo, já que,  por lá ter nascido, sou  obviamente suspeito, mas porque é essa a opinião, diria unânime, das pessoas que visitam  Vinhais e o seu concelho, situados no nordeste transmontano, ou terra fria, como também lhe chamamos.
A maior parte do concelho está abrangida pelo Parque Natural de Montezinho, tratando-se, assim, de uma zona com paisagem protegida, a coberto, em grande parte, de alguns desmandos  a que os seres  humanos  são, por vezes, muito atreitos.
Não foi por acaso, aliás, que nos primeiros do século passado, Francisco Manuel Alves,  o abade de Baçal, autor de uma obra notável, intitulada Memórias Arqueológicas do Distrito de Bragança, escrita em  onze volumes, apelidou Vinhais de Sintra transmontana.
Não espere o visitante encontrar um património histórico e artístico muito significativo, outros são os encantos desta terra, e estes são os encantos com que natureza nos distinguiu, seja  ao longo dos verdejantes vales ou  das terras montanhosas,  algumas delas  atravessadas por rios de água tão límpida, que nas partes mais baixas consegue ver-se o fundo.
Pergunta-se, então, qual será a melhor altura do ano para ir a Vinhais, certo como é que esta terra não pode deixar de ser visitada, porque se situa numa região com “paisagem a sério”, como expressivamente disse uma vez uma amiga.
O que deve dizer-se, a esse propósito, é que em todos os meses do ano a paisagem é linda, ainda assim excluiria apenas o período que decorre entre Janeiro e Março, isto porque , nessa época, há menos  vegetação,  as árvores estão mais despidas, e os dias são mais pequenos.
No resto do ano, seja na primavera, no verão, no outono, em parte do inverno, a paisagem é deslumbrante, ora pelos seus verdes, na primavera, ora pelos seus variadíssimos tons de amarelo e castanho no verão e no outono.
As fotografias que aqui se mostram, e foram recentemente tiradas, pretendem ser apenas um cheirinho para aguçar o apetite, mas nelas já pode ver-se que na paisagem predominam os castanheiros e os carvalhos, árvores que  vão mudando de cor e visual, consoante a estação do ano em que estejamos, mas também  há  os lameiros, com os seus verdes de vários tons, tudo isto constituindo  um enorme encantamento, mesmo para os observadores mais desatentos.


Por tudo isto, é obrigatório ir a Vinhais!!!!
     




                   












Texto e fotografia : Francisco Morais Ferreira

terça-feira, 22 de outubro de 2013

SESIMBRA


TRADIÇÕES DE SESIMBRA


O concelho de Sesimbra tem como santo padroeiro o Senhor Jesus das Chagas. Santo da devoção dos pescadores a Ele recorrem nos momentos mais difíceis e a Ele correm a agradecer as bênçãos enviadas.

Em Portugal podemos encontrar três imagens iguais ou bastante semelhantes e, todas elas apareceram nas praias: Senhor Jesus das Chagas em Sesimbra; Senhor da Cruz em Barcelos e Senhor Bom Jesus de Fão em Esposende.

Em todas estas localidades as festas em honra de Jesus realizam-se a 3/4 de Maio. Coincidência ou não, o dia 3 de Maio é, no calendário litúrgico, o dia da festa da Invenção da Santa Cruz.  Quando quiserem contar-vos-ei a história deste dia.

Em Sesimbra a imagem de Jesus está rodeada de lendas e histórias cuja base verídica assenta na retirada das imagens das igrejas inglesas quando da revolta protestante. Todas as imagens foram atiradas ao mar e, com a força das correntes uma veio parar à praia de Sesimbra.

A primeira procissão ao Sr. Jesus das Chagas data do último quartel do séc. XVIII e saiu da igreja da Misericórdia para a igreja Matriz. No dia 4 de Maio de cada ano, o andor do Senhor sai da Igreja Matriz, todo envolto em flores, acompanhado por uma longa ala de pescadores com opas vermelhas, percorre a Vila, abençoa os barcos (os que restam) no mar, abençoa os camponeses - virando-se para o campo – e regressa à igreja da Misericórdia, onde permanece todo o ano.

Maria Glória Chagas




VILA FLOR

Vila-Flor é sem dúvida um destino obrigatório no Nordeste Transmontano, e este texto não terá o mínimo de objetividade, rigor ou independência, pois tudo na minha terra é bom.
Arco de D .Dinis
Considerada a Capital do Azeite, no coração da Terra Quente Transmontana, conta com cerca de 8 mil habitantes, distribuídos por 19 freguesias.
Conta a lenda que D. Dinis aquando da sua passagem por este burgo, até então denominado “Povoa de Além-Sabor” terá ficado de tal modo encantado com a beleza da paisagem, que em 1286 carinhosamente a rebatizou de "Vila Flor".
Cerca de 1295, D. Dinis manda erguer em seu redor, em jeito de proteção, uma cinta de muralhas com 5 portas ou arcos, restando apenas o Arco de D. Dinis, que é monumento de interesse público.

Pelourinho de Freixiel
No verão, é muito procurada por centenas de turistas oriundos de vários cantos do país e estrangeiros, pela riqueza verdejante do seu Parque de Campismo.
Os hotéis, as Casas de Agro Turismo e Turismo Rural, as pensões mais modestas, passando pelos restaurantes com os pratos mais ou menos elaborados, os cafés, as ruas, as pessoas, a paisagem, o campo, aqui tudo é bom E, com toda a certeza, todos serão muito bem recebidos.
A oferta hoteleira ainda não é variada, mas é acessível a todas as carteiras. No entanto, são de recomendar algumas Casas de Agro Turismo e Turismo Rural, que proporcionam programas como piqueniques no campo, provas de vinho, passeios equestres, participação nas fainas agrícolas entre outras.
Existe também uma variada oferta cultural: o Complexo Turístico do Peneireiro, a Fonte Romana, o Museu Berta Cabral, a Igreja Matriz, o Arco de D Dinis e em especial a Forca e o Pelourinho de Freixiel, sem esquecer as outras aldeias do concelho, onde o património é de visitar, quer pelo seu valor artístico, quer pelo seu bom estado de conservação.
Santuário de Nossa Senhora da Assunção
No Santuário de Nossa  Senhora da Assunção, subindo o escadório desfruta-se de uma vista fabulosa, abrangendo várias aldeias e outros concelhos limítrofes
No entanto, as 24 horas de cada dia, só serão bem passadas se se esquecerem as dietas, ou a dita alimentação saudável, pois uma dose é, de facto uma dose e é de perder a cabeça.
Finalmente não se pode esquecer a qualidade dos produtos agrícolas e regionais e ainda as artes e ofícios tradicionais que vêm fazendo parte da ruralidade da região, integradas na pluralidade de muitas famílias, orientadas para ocupação de tempos livres e ainda para auto-suficiência, sendo na maioria dos casos exercida em oficinas na própria casa.




M. Fernanda Lopes
Maio de 2013