quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DO CASTELO AO INTENDENTE



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O Castelo de São Jorge deve o seu nome atual à devoção das gentes a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, feitas por ordem de D. João I no séc. XIV.


O seu aspecto medieval é resultado de uma reconstrução iniciada na década de 1940, pois no início do séc. XX encontrava-se em avançado estado de degradação.
"Ergue-se em posição dominante sobre a mais alta colina do centro histórico, proporcionando aos visitantes uma das mais belas vistas sobre a cidade e o estuário do rio Tejo."

Quem não conhece as escadinhas e as vielas inclinadas de Lisboa? Difíceis para quem sobe, mais fáceis para quem desce e, normalmente,  uma atração imensa para quem nos visita.
Candeeiros típicos, roupas esperando que o sol as seque, varandas com floreiras, tudo isto se encontra quando se sobe ou desce uma das colinas de Lisboa, como aconteceu neste passeio.


Texto: Maria Teresa Teixeira 
Fotografia: Carlos Silva

Setembro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A ENCOMENDA PRODIGIOSA


Gostei. Aprende-se sempre qualquer coisa. E a guia, além da erudição que demonstrava, era muito boa comunicadora. Não vi, nem estava à espera de ver, um espólio de deixar a boca aberta. Como? Se toda aquela riqueza, se todo aquele luxo ficou destruído ou pilhado em 1755!

D. João V concebeu uma estratégia para se impor como rei absoluto em Portugal e fez uso de todo o ouro imenso vindo do Brasil para se afirmar também na Europa e frente ao Papado. Pretendia ser visto como um rei tão poderoso como os das demais potências. A ARTE ESTAVA AO SERVIÇO DESTE OBJECTIVO. Contratou os melhores artistas do tempo, que trabalhavam em Versailles e em S. Pedro, em Roma. Cá, o alemão Ludovice acompanhava, minuciosamente, os projectos.

Contudo, à medida que a guia descrevia “a encomenda prodigiosa”, as características da Patriarcal, os materiais empregues no edifício, as artes decorativas produzidas às dezenas ou centenas, mesmo quando já corriam rumores de que o ouro se esgotava, não consegui sentir senão angústia e revolta.
Primeiro, porque nós, humanos, não somos nada face ao poder da Natureza. Tenho consciência disso. Em minutos, tudo ficou destruído!
Depois, porque não consegui deixar de fazer um paralelismo com a crise que vivemos e como, ao longo da História, sempre nós, ou povo, ou governantes, ou todos juntos, conseguimos desbaratar oportunidades dadas pela pimenta, pelo açúcar, pelo ouro, pelos diamantes, pelo café… pelos fundos europeus. E aqui estamos nós na estaca zero!
Resta-nos o que somos. O que somos e não o que temos. E eu acredito, quero acreditar, que em 850 anos construímos um “edifício”, uma identidade valiosa!




Sobre a "Encomenda Prodigiosa"


                                                                                                                         
Pátria
Pátria dos mil rendimentos
Gastos em monumentos
Em vestidos e brocados
Jóias e ornamentos.
Só para criar a ilusão
De que era o rei leão, o João.

Foi o Quinto de seu nome
E tornou-se Fidelíssimo.
Tanto poder! Tanta glória!
Para acabar toda a história
 Nuns minutos de Novembro.
Patriarcal entre o escombro
O Reino todo com fome.

Ai Portugal, Portugal
Vaidoso, novo-rico e oco!
Estás a perder pouco a pouco
O vigor e a alegria.
Pudesse voltar o dia
De te termos forte e inteiro.
Rico sem ser de dinheiro!
                                                                                                                                                

Ana Amorim
17 de Julho de 2013

ALMOUROL

Por Terras de Templários

No ensolarado sábado 22 de Junho partimos bem cedo, porque o calor prometia “apertar” e o programa era bem preenchido, para a zona de Constância, Tancos, Vila Nova da Barquinha, Atalaia…,outrora terras, «comendas» de Templários e, onde ainda hoje podemos vislumbrar um dos seus vestígios mais românticos, o belíssimo castelo de Almourol.
O castelo, localizado num ilhéu granítico, 18 metros acima do rio Tejo, constitui um elemento da linha de defesa que os Templários estabeleceram no séc. XII,
sob o comando do famoso Grão-Mestre Gualdim Pais.
O passeio foi muito agradável e pleno de informações históricas e artísticas que nos foram sendo fornecidas de forma cativante  e entusiasmada pelo Dr. Anísio Franco. Destaco a maravilhosa leitura da escultura barroca e decorativa da Igreja Matriz de Constância ou a análise da arquitetura renascentista da Igreja Matriz da Atalaia e dos seus programas decorativos como o do portal principal, da autoria de João de Ruão.
A caminhada pelo Parque de Escultura Contemporânea em Vila Nova da Barquinha foi uma grata surpresa pelo bom gosto e qualidade das peças aí Implantadas, e, também pela sua relação com a envolvente natural, espaço de descanso e lazer, que coloca esta vila  definitivamente no mapa dos sítios a visitar neste concelho.
Resta-me esperar que num próximo passeio possamos visitar o centro, o “coração” da vivência Templária em Portugal e falar um pouco mais das suas teorias, das conjeturas que sobre esta Ordem têm sido tecidas e também dos mistérios que ainda hoje alimentam a imaginação de historiadores e romancistas.






















Texto: Isabel Gualdino
Fotografias: Francisco Ferreira
22 de Junho de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

SESIMBRA


TRADIÇÕES DE SESIMBRA


O concelho de Sesimbra tem como santo padroeiro o Senhor Jesus das Chagas. Santo da devoção dos pescadores a Ele recorrem nos momentos mais difíceis e a Ele correm a agradecer as bênçãos enviadas.

Em Portugal podemos encontrar três imagens iguais ou bastante semelhantes e, todas elas apareceram nas praias: Senhor Jesus das Chagas em Sesimbra; Senhor da Cruz em Barcelos e Senhor Bom Jesus de Fão em Esposende.

Em todas estas localidades as festas em honra de Jesus realizam-se a 3/4 de Maio. Coincidência ou não, o dia 3 de Maio é, no calendário litúrgico, o dia da festa da Invenção da Santa Cruz.  Quando quiserem contar-vos-ei a história deste dia.

Em Sesimbra a imagem de Jesus está rodeada de lendas e histórias cuja base verídica assenta na retirada das imagens das igrejas inglesas quando da revolta protestante. Todas as imagens foram atiradas ao mar e, com a força das correntes uma veio parar à praia de Sesimbra.

A primeira procissão ao Sr. Jesus das Chagas data do último quartel do séc. XVIII e saiu da igreja da Misericórdia para a igreja Matriz. No dia 4 de Maio de cada ano, o andor do Senhor sai da Igreja Matriz, todo envolto em flores, acompanhado por uma longa ala de pescadores com opas vermelhas, percorre a Vila, abençoa os barcos (os que restam) no mar, abençoa os camponeses - virando-se para o campo – e regressa à igreja da Misericórdia, onde permanece todo o ano.

Maria Glória Chagas




PROCISSÃO DO SENHOR JESUS DAS CHAGAS


Maria Eufrásia Pólvora dos Santos (poeta popular)  poesia extraída de uma colectânea denominada “Poetas Populares do Concelho de Sesimbra” editada pela C. M. de Sesimbra – 1988



Foi há muito. Muito tempo
Que nem sabemos contar
Que na nossa bela praia
Uma Imagem veio parar
Talvez por força do Destino
Esta Imagem aqui veio dar
Trazida pelas fortes ondas
Deste nosso bravio mar
Foi recebida com alegria
E com absoluta concórdia
A Imagem foi levada
P’rá capela da Misericórdia
Mas pelo seu divino aspecto
Um nome lhe quiseram dar
E  foi  Senhor Jesus das Chagas
Que a passaram a chamar
Mas os nossos antepassados
Homens de bom coração
Logo à imagem fizeram
Uma bela Procissão
E hoje passados séculos
Há foguetes a estalar
Há festa na nossa Vila
E a Procissão vai passar
Há festa e arraial
Há as ruas iluminadas
Mas na hora da Procissão
Há janelas engalanadas
Vão os nossos Pescadores
Com capas na Procissão
Levam respeito e fé
Dentro do seu coração
E ao Senhor Jesus das Chagas
Uma prece vão implorar
Livra-nos das garras do mar
Ajuda-nos sempre a voltar
E ao passar da Procissão
E sem em Jesus acreditar
Vão fazendo os seus pedidos
Com os olhos a chorar
E no alto do seu andor
Cheio de lindas flores
Vai abençoando a todos
Mesmo aos que são pecadores
Abençoa o nosso mar
E nossos barcos também
Abençoa a nossa Terra
E todos os que cá vem
Por isto Senhor Tu és Rei
E não há maior sinal
Protege a nossa Sesimbra
E o nosso Portugal.”






Nota: O  poema acima transcrito foi-nos enviado pela nossa amiga e associada Maria Glória Chagas